sábado, 21 de maio de 2011

Bolsonaro, Marilac ou um Ex-Gay ? Qual Consegue Ser Pior?


   Não posso deixar de postar algo sobre o programa “superpop” da última quinta feira (19/05/11). Luciana Gimenez, com toda sua “imparcialidade”, decidiu pegar carona no novo filão da mídia. Um programa polêmico, até mesmo engraçado, fiz questão de assistir até o final e tenho certeza que muita gente fez o mesmo. Infelizmente, o único sentimento que tive foi de total decepção, ao ver tantos tipos estereotipados jogando no lixo uma causa tão importante em troca de míseros pontos no ibope.

   A mídia brasileira, por um todo, percebeu a dimensão da causa LGBT em busca dos seus direitos, e resolveu estampar isso em telejornais, capas de revista,  coberturas especiais, tem-se toda uma atenção voltada para o desenrolar desta história que pelo que se vê não deve ser decidida tão cedo. Mas o que vimos na última quinta feira foi um absurdo, jogaram toda a luta LGBT no meio da “merda”, mostraram para os telespectadores apenas tipos, estereótipos sem engajamento algum.

   Num momento tão importante, em que a PLC 122 sofre certa pressão tanto social quanto midiática para que seja votada logo, não podemos aceitar que um programa de TV em busca de audiência venha propor uma discussão sobre os nossos direitos (e digo nossos porque eu também estou nessa luta) colocando em debate uma transex sem repertório algum (que estava mais preocupada em aproveitar seus minutos de fama), um deputado que demoniza a homossexualidade (com o intuito apenas de se promover) , um pastor ex-gay (dispensa comentários), um artista em decadência (tentando pegar carona na fama do deputado “homofóbico”).

   Sinceramente,  foi patético ver a Luisa Marilac dizendo “quem não dá, chupa”.  Sabemos que famílias assistem esse programa, muitas delas seque têm informação sobre o que é um gay, ou uma travesti, e num momento em que lutamos por igualdade de direitos, a última coisa que deveríamos fazer e reforçar os estereótipos que estão impregnados sobre nós, pelo contrario, deveríamos mostrar um discurso sincero e sério, sem chocar, apenas nos colocar que forma clara. Mas, o que se fez foi  aumentar ainda mais a popularidade do deputado Jair Bolsonaro (PP), dando razão  à “luta” dele pela preservação da família.

   Polêmicas e tipos a parte, o que pude notar, foi que os únicos que falaram com convicção, com entendimento de causa e informação sobre o assunto eram  Angélica Morango (ex-BBB) e o jornalista Felipe Campos. Infelizmente, a fala deles não conseguiu se destacar tanto quantos as insanidades ditas pelo deputado Bolsonaro e pela transex vinda diretamente da Europa/ Espanha Luisa Marilac.



Leco Saraiva

1 comentários:

Danilo Moreira disse...

Ótima observação!

É a velha mania de programas como esse fazendo falsos debates com temas polêmicos, distorcendo os fatos, valorizando a baixaria, e reforçando estereótipos, só para ganhar audiência.

Abçs!!

Danilo Moreira
http://blogpontotres.blogspot.com/